No último dia do Festival haverá um Coquetel de encerramento, logo após a divulgação dos premiados. O coquetel acontecerá no pátio do Goethe Café, no Icba - Goethe Institut (Av. Sete, Corredor da Vitória), com música ao vivo. A cantora Rosa Amélia fará uma apresentação acompanhada de Carlos Galvão no violão e Aldir Floquet Leal na gaita. Leia um pouco sobre esse show e conheça os três grandes artistas que o comporão. Abaixo algumas fotos de apresentações passadas.
Dari ayó: Show de Rosa Amélia passeia pela música afro-brasileiraGestos, danças, sons, cânticos, cheiros, sabores, ritmos, cores e vestuário... As formas de comunicação do universo simbólico afro-brasileiro são muitas e sempre estiveram presentes na cultura baiana. Partindo do principio da cultura, da tradição negra, do candomblé, concluímos que estes são apenas alguns elementos que vão compor o show Dari ayó, que do ioruba traz o significado “Cantando com alegria” e incorpora timbres harmônicos do violão, violão de 12 cordas, da gaita harmônica diatônica e harmônica cromática 64 vozes. E a cantora baiana Rosa Amélia tem a doce missão de unir todos estes elementos num show que é pura poesia;

A idéia é estabelecer com o público uma linguagem mítica que influencia a identidade de negros, baianos, brasileiros e seus descendentes. Rosa Amélia representa no palco a própria idéia de brasilidade. O show homenageia os orixás, alguns compositores influenciados pela tradição afro-descendente e o memorável Dorival Caymmi, um dos primeiros compositores a cantar os modos de vida do povo afro-descendente da Bahia.

A seleção musical passeia por música e letra de compositores de períodos variados que figuram como transmissores da nossa tradição e, por que não dizer, de uma força mística: Vinícius de Moraes, Toquinho, Baden Powell, Dorival Caymmi, João Nogueira, Paulo César Pinheiro, Sérgio Santos, Caetano Veloso, Os Tincoãs, Mário Gil, Rodolfo Stroeter e até Vila-Lobos.
Para acompanhar a voz soprano de Rosa Amélia nesta viagem musical às nossas raízes, músicos de peso como Carlos Galvão, Aldir Floquet, e Eugênio Cerqueira que contribuíram na busca da identidade de Dari ayó. A participação do trio propõe esforços para melhor entender e executar uma pesquisa musical inserida na tradição, que ao longo dos séculos irradia a riqueza do povo afro-brasileiro.

A música brasileira é um exemplo concreto da mutação, da transmutação. É cheia de possibilidades de releituras, de criações e recriações. É um universo simbólico que torna presente o passado, restaurando-o e reinventando-se sempre. E com a benção de todos os ancestrais e orixás, Rosa Amélia acerta no repertório, nos arranjos, na identidade sonora. É a música brasileira, força de nosso patrimônio cultural, mantido em grande parte pelas religiões de origem africana e indígena no Brasil, que ultrapassa gerações e identifica a transmutação, os modos de vida e formas de ser, cantar e transcender.

Ficha técnica
Rosa Amélia – voz
Aos 16 anos já cantava em bares e festas particulares, aos 18 anos dedicou-se à música fazendo aulas de canto na Escola de Música AMA/AMUSA, com os mestres Sérgio Souto e Aderbal Duarte. Por três anos foi aluna das professoras Kyte Canário e Andréa Daltro. Em seguida, fez aulas particulares de canto com professora Ana Paula Baqueiro.
Participou de festivais de música em cidades do interior de Minas Gerais e Espírito Santo. Em 1993 interrompeu sua trajetória musical e foi morar no interior. Depois de um hiato de 13 anos, em 2005, voltou a estudar canto no curso de extensão oferecido pela professora Ana Paula Albuquerque, na Universidade Federal da Bahia (Ufba).
Em julho deste ano, cantou para um público seleto na festa de formatura realizada no Terreiro de Candomblé Ilê Axé Tologi, o que motivou o atual trabalho. Nele, Rosa Amélia canta e faz a direção musical do trabalho.
Carlos Galvão – Violão
Estuda violão erudito desde seus 17 anos, tendo como referência o professor Hamilton Ferreira, com o qual realizou diversas mostras com sua Orquestra de Violões. Participou do Festival de Música da TV Itapoan nos anos 80, e também como compositor do Festival de Música Operaria do Sesi em 2003. Desenvolveu diferentes projetos de produção musical vinculado a ambiente de trabalho organizacional na CHESF, como também fez a direção musical e tocou no projeto “Estrela por um dia” da mesma empresa. No atual trabalho é responsável pelos arranjos e direção musical.
Aldir Floquet Leal – Gaita
Nascido em 16 de outubro de 1971 na cidade de Salvador, iniciou a carreira musical na década de 90, começando a tocar repertório clássicos da MPB, desde então começou a tocar Harmônica (gaita) tendo como gênero musical o Blue e Jazz, apresentando em diversas casas de show no cenário baiano, e integrou a formação de bandas como Black Soul, Calipso Blues Band, Black Groovers, além da participação do Festival de Música do Apoio, em 2002, Festival de Música da Educadora 2005, gravações de trilhas para propagandas no Stúdio Zero e Protom.
Hoje, Floquet dedica-se a um trabalho que contribuí para sua realização musical. Através de um convite de Carlos Andrade e Rosa Amélia para tocar na formatura de uma amiga, tendo como tema músicas afro-brasileiras, quando percebeu a força, magia e beleza dessas canções, que já admirava ainda nos tempos de infância, musicas de grandes compositores como Vinícius de Moraes, Baden Pawell, Dorival Caymi, Ticoãs e Gerônimo.